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A empresa de correios assinou um contrato-promessa de compra e venda de um imóvel na propriedade na Rua da Palma, em Lisboa. Venda vai gerar mais-valia de 8,5 milhões de euros.

Os CTT assinaram um contrato-promessa de compra e venda de um imóvel Rua da Palma, no Martim Moniz em Lisboa. O negócio está avaliado em 10,3 milhões de euros, sendo que a mais-valia para a empresa liderada por Francisco de Lacerda de 8,5 milhões de euros. Em comunicado enviado à CMVM, os CTT revelam que, ?nos termos deste contrato, o preço global devido pela venda do imóvel corresponde a 10,3 milhões de euros (o que representará uma mais-valia contabilística antes de impostos de cerca de 8,5 milhões de euros, com um impacto fiscal de cerca de 1,1 milhões)?, nota a empresa de correios. ?Nesta data os CTT receberam a quantia de um milhão de euros título de sinal, devendo o remanescente ser pago aquando da outorga da escritura pública de venda definitiva, a qual deverá ter lugar no prazo máximo de seis meses a contar desta data, encontrando-se apenas condicionada ao não exercício de direito de preferência na venda destes imóveis pelas autoridades administrativas que legalmente beneficiam de tal direito?, acrescenta. Os CTT têm em marcha um plano de reestruturação para fazer face à quebra da atividade, que ditou uma forte quebra nos lucros do ano passado. Além do encerramento de balcões, bem como do despedimento de funcionários, a empresa está a vender ativos. Esta operação está ?em linha com a sua política de alienação de ativos não estratégicos quando estejam reunidas as necessárias condições de mercado?, remata. Recorde-se que, no final do ano passado, os CTT anunciaram a conclusão do negócio de venda da antiga sede da empresa, em Lisboa, por um valor de 25 milhões de euros. O contrato de promessa de compra e venda foi celebrado a 15 de dezembro do ano passado, sendo que esta venda representará uma mais-valia de 16 milhões de euros para a empresa. Mais recentemente, o Banco CTT saiu do edifício Adamastor, no Parque das Nações, em Lisboa. O ECO apurou que a sede do banco postal foi transferida para o edifício onde o próprio grupo CTT está sediado, poucos metros ao lado, numa medida que deverá permitir uma poupança anual de 800 mil euros com rendas.

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