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Metade das unidades das regiões Norte, Centro e Alentejo estava desocupada quando foi transformada em alojamento local. Mas cerca de um quarto era usada para habitação.

A maioria das unidades de alojamento local por todo o país foi criada em imóveis que estavam desocupados ou mesmo devolutos. Mas há também uma parcela significativa de casas que eram usadas para habitação, seja própria ou arrendada, e que foram transformadas em alojamento local. Nas regiões Norte e Alentejo, esse é o caso em cerca de um quarto das unidades registadas no Registo Nacional de Alojamento Local (RNAL). As conclusões constam de um estudo que a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) encomendou ao ISCTE, para caracterizar o alojamento local nas regiões Norte, Centro e Alentejo. Os dados apresentados esta terça-feira dizem respeito a outubro de 2017, altura em que estavam registadas 50.878 unidades de alojamento local em todo o país, das quais 13.760 se encontravam no Norte, Centro e Alentejo. Segundo o estudo, praticamente metade (ou mais) das unidades nestas três regiões estava desocupada quando foi transformada em alojamento local: 56% no Norte, 47% no Centro e 55% no Alentejo. Contudo, a proporção de casas que eram usadas para habitação é mais significativa do que em Lisboa. Na capital, cerca de 20% dos alojamentos locais eram habitação antes de passarem a albergar turistas; essa proporção sobe para 24% no Porto e para 27% no Alentejo. Metade do alojamento local do Norte está na cidade do Porto À data, os números já são bem mais significativos do que no período analisado no estudo. Os dados do RNAL consultados pelo ECO mostram que Portugal tem hoje 59.871 alojamentos locais (um aumento de quase 18% em relação a outubro de 2017). O Norte é a terceira região com maior peso do país, a seguir ao Algarve e à região de Lisboa, com 9.242 alojamentos, o equivalente a mais de 15% do total nacional. O estudo mostra ainda a grande concentração dos alojamentos locais do Norte na zona do Porto e arredores. Em outubro do ano passado, 69,4% das unidades estavam registadas no distrito do Porto. Com o aumento do registo de unidades em apenas quatro meses, o distrito do Porto já representa hoje 71,5% do total de alojamentos locais no Norte. E mais de metade (cerca de 5.200 unidades) está só no concelho do Porto. Maioria dos proprietários são pequenos empresários Tal como acontece em Lisboa, a maioria dos proprietários de alojamento local nestas três regiões são empresas. Esta característica é mais significativa no Norte, onde 76% dos proprietários assumem a forma de pessoa coletiva. Esta percentagem cai para 58% no Centro e 56% no Alentejo. Contudo, na maioria dos casos, conforme indica a autora do estudo, Hélia Gonçalves Pereira, tratam-se de pequenos empresários, que detêm, em média, apenas dois alojamentos. Esta é uma das principais diferenças em relação a Lisboa, indica a investigadora. Enquanto em Lisboa há mais proprietários com várias unidades, com proprietários que chegam a ter mais de cem unidades, nestas três regiões o mesmo não acontece. Só foi encontrado um caso de um proprietário com mais de 70 unidades.

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